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Um breve resumo...

Entre a primeira e segunda décadas do século XIX, sertanistas oriundos de Bragança, Atibaia e Nazaré, atraídos pela fertilidade do solo, começaram a fixar-se nesta região leste do Estado se São Paulo, primeiramente cognominada “Sertão da Bragança” ou “ Retiro do Camandocaia”.
Aglomerados em famílias entre as quais se destacavam as de João Bueno e Manuel de Miranda Antunes, elas e elas são considerados historicamente os fundadores de Amparo.
Antes mesmo de 1820, ergueram no local que haviam escolhido para o plantio de feijão, milho, arroz e algodão, e criação de porcos a longa escala, para o abastecimento de São Paulo, uma modesta capela colocando-a sob a proteção de Nossa Senhora do Amparo.
Junto aos poderes eclestásticos da época, esses rudes sertanejos delingenciaram até que em 8 de abril de 1829, Amparo ganhou a condição de Capela Curada.
Aos primeiros povoadores foram-se juntando outros; foi crescendo o aglomerado e este, em 1839, tornou-se freguesia.
Corria o ano de 1857 e Amparo recebia a categoria de Vila, ocasião em que os seus moradores elegeram a primeira Câmara Municipal.
Oito anos mais tarde, a 28 de março de 1865, a vila de Amparo era elevada á categoria de cidade, quando então o plantio e a comercialização do café em grande escala, deram a esse município um grande impulso, tornando- o um dos quatros mais importantes do Interior Paulista: Santos, Campinas, Sorocaba e Amparo.
Em 1875 era inaugurada a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, com uma grande parcela de capital amparense, e ela foi a responsável pelo desenvolvimento maior do município, pois, por seus trilhos escoava a sua produção cafeeira rumo ao porto de Santos.
Até a segunda década deste século XX, Amparo manteve-se um município de destaque no cenário de São Paulo, mas a grave crise do café, em 1929, deixou-lhe profundas marcas, abalando a sua estrutura econômica.
Amparo permaneceu estagnado no seu desenvolvimento até o final dos anos 40, quando a indústria, em pequena escala, começou a ocupar o vazio deixado pelo café.
Nossa cidade hoje retrata muito bem o passado através de seus monumentos históricos.

Estação de TremNossas origens: As duas fundações de Amparo.

Nas rodas de conversa muitas vezes surge a pergunta: - Quem é o “verdadeiro” fundador de Amparo? Essa pergunta, que pode ficar sem resposta, serve de argumento para este breve artigo.
Às vezes a resposta vem com muita facilidade porque está se falando de cidades planejadas, com fundação ou data de inauguração marcada. Mas, na maioria das vezes, as cidades não foram planejadas na prancheta. Nasceram, não se sabe bem como. Pode-se considerar, para essas cidades, sempre duas “fundações”: uma institucional, que é aquela que a cidade consideraa como um marco: a celebração da primeira missa, a elevação à capela curada, a inauguração de uma determinada capela, a doação de um patrimônio para um determinado fim. A partir dessa data instituída, comemora-se o aniversário da cidade.
A outra fundação é a “real”, aquela que se perde no tempo, sempre anterior à fundação institucional, envolta em névoas que nem sempre se consegue penetrar. Talvez nunca se venha saber quais foram os primeiros moradores de um determinado povoado, muito menos suas intenções quando se estabeleceram. Às vezes faz-se investigações em torno dos motivos do nascimento de uma povoação e eles levam a pensar em caminhos, em pousos intermediários entre grandes distâncias, em recursos, como qualidade climática, ou do terreno para determinada lavoura, em minérios, cuja raridade freqüentemente leva ao enriquecimento rápido, em refúgios e esconderijos.
Pode-se afirmar que Amparo é uma dessas cidades cuja “fundação real” está perdida em algum passado mais distante que aquele institucionalizado como o do nascimento: 8 de abril de 1829 – data da elevação à Capela Curada de Nossa Senhora do Amparo.
Nasceu na beira de caminhos que cortavam a região desde o século 18. Um deles ligava Bragança, emancipada de Atibaia em 1797, a Mogi Mirim que, em 1770, já tinha a sua Câmara Municipal funcionando regularmente. O outro, colocava em contato o Sul de Minas, onde o ouro fora descoberto por volta de 1750 (Ouro Fino) e a região de Campinas, às margens da antiga Estrada Geral, mais conhecida como São Paulo – Goiás, caminho aberto pelo bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o moço, por volta de 1720. Essas quatro datas, de certa forma “cercam” a região onde está Amparo.
Mas, a esses dados, pode-se acrescentar a chegada, em 1765, do morgado de Mateus, D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão, para governar São Paulo. Seu governo iria influenciar o uso de parte das terras do atual município de Amparo. O morgado iria, entre outras medidas, incentivar, além da fundação de cidades, da criação de fortificações nas fronteiras com os territórios dominados pelos espanhóis, o plantio de cana o interior paulista, com vista à exploração de açúcar.
Sabe-se que dessa época, ao início do século 19, muitos engenhos funcionaram nesse território que ficou conhecido como “polígono do Açúcar Paulista”, em cujos vértices estavam Jundiaí, Itu, Piracicaba e Mogi Mirim.
Em Mogi Mirim funcionou, durante um bom tempo, o Engenho do Pirapitingui, cujas terras tinham sido doadas pela coroa portuguesa a diversos sesmeiros, entre eles Antônio da Cunha Lobo. Faziam frente para a estrada São Paulo – Goiás e tinham como fundo as encostas da Serra Negra onde, hoje, está situada a fazenda Fortaleza do Rumo.
As terras do Engenho do Pirapitingui foram retalhadas e vendidas depois da morte de Antônio da Cunha Lobo. Um dos compradores foi, em 1817, o alferes Jacinto José de Araújo Cintra, morador de Atibaia. Não se sabe ao certo o tamanho dessa propriedade mas, nos dias de hoje, suas terras estariam encravadas nos municípios de Santo Antônio de Posse, Itapira, Amparo e Serra Negra. O alferes Jacinto teve sua sede onde, hoje, situa-se a fazenda Engenho das Palmeiras.
Quem conhece a geografia física do município de Amparo sabe que essas terras estão na parte onde a topografia é mais branda, para além da serra dos Feixos, onde o terreno é mais ondulado e menos montanhoso, terrenos que, no passado, pertenceram a Mogi Mirim.
Contendas que se iniciaram no século 19 e terminaram no século 20 definiram, de uma vez por todas, as divisas, já, nessa ocasião, entre Amparo e Mogi Mirim. Incorporaram, no município amparense, as terras dos bairros do Brumado, do Pantaleão e dos Silveiras.
Se, do lado menos acidentado dos terrenos, foram se estabelecendo osa engenhos de cana de açúcar, na região mais acidentada estabeleceram-se produtores de gêneros de subsistência e criadores de pequenos animais.
Cabe lembrar que, no final do século 18 e início do século 19, os terrenos menos acidentados, que estão para além da serra dos Feixos, pertenciam a Mogi Mirim e aqueles mais acidentados pertenciam a Bragança.
Em algum momento do passado, provavelmente no final do século 18, essa gente que estava estabelecida tanto de um lado quanto do outro da serra dos Feixos, participou, de alguma forma, da criação de um pequeno núcleo de povoamento à beira do rio Camandocaia e dos caminhos que ligavam o Sul de Minas à região de Campinas e, também, Bragança a Mogi Mirim.
Quando falamos desse momento histórico, estamos nos referindo à “fundação real”, a um momento real onde tudo aconteceu. Dele, entretanto, nada sabemos. Fica claro, assim, a dificuldade de se identificar “verdadeiros” fundadores.
Quando nos voltamos para a data de 8 de abril de 1829, a partir da qual se conta oficialmente a idade de Amparo, temos que levar em conta que essa é a data da expedição da Provisão de Elevação da Capela Curada de Nossa Senhora do Amparo, uma espécie de certidão de nascimento da cidade, ou seja, a sua fundação institucional. Não nos esqueçamos, entretanto, que o nascimento sempre antecede à certidão.
Pensar assim é ter que conviver com o incerto, com o desconhecido, com o relativo, mas temos que nos contentar com isso, pelo menos por enquanto. Isso é o que o conhecimento atual nos revela.

Cronologia de Amparo

1820

O bairro chamado retiro do camandocaia constituiu-se em um pequeno aglomerado formado por famílias do Atibaia, Bragança e Nazaré.

1824

Os moradores do retiro do camandocaia pedem ao vigário capitular autorização para construir a primeira capela, dedicada a Nossa Senhora do Amparo.

1829

Elevação do bairro a categoria de capela curada

1830

Posse do primeiro juiz de paz, Pedro Antônio Nunes

1839

Elevação da capela curada á categoria de Freguesia

1850

Início das lavouras cafeeiras

1855

Início da construção da Igreja Matriz

1857

- A freguesia de Nossa Senhora do Amparo é elevada á condição de vila e são instalados a casa da câmara, a cadeia e o pelourinho.
- São criados os ofícios de tabelião judicial e de notas e de escrivão de órfãos e ausentes

1863

A vila Nossa Senhora do Amparo é elevada à categoria de cidade

1871

Estabelecimento do serviço de correios na cidade

1873

Entra em circulação o primeiro número da Tribuna Amparense

1875

- Inauguração de iluminação com lampiões a óleo.
- instalação da CIA Mogiana de estradas de ferro, ramal Jaguariúna – Amparo

1876

A câmara promove á iluminação a querosene

1878

Amparo recebe a visita de Dom Pedro II, hospedado pelo Barão de Campinas

1879

- Inicio do funcionamento do diário de Amparo.
-Bênção da Matriz nova.

1880

- Inaugura-se a iluminação da rua da iniciativa particular.
- Começa a circular o jornal Gazeta de Amparo.

1882

- Aberto o novo cemitério da cidade.
- Inaugurado o colégio “Azevedo Soares”.
- Começa a circular o jornal “Amparense”.

1885

Chegam os primeiros imigrantes italianos, portugueses, alemães, libaneses, sírios, dinamarqueses e suíços.

1887

- Éformado o grêmio recreativo italiano.
- Amparo comemora a abolição da escravatura.
- Conclusão do paço municipal.

1889

- Éinaugurada a primeira parte do Jardim público.
- Éinaugurado o prédio de cadeia.

1890

- O teatro “João Caetano” é construído pelo engenheiro Garcia Redondo.
- O hospital “Ana Cintra” é concluído.
- È fundado o Banco Industrial Amparense.

1892

Os negros fundam a sociedade Treze de Maio

1894

É inaugurado o grupo escolar “Luis Leite”.

1898

- Instalação da companhia Elétrica de Amparo.
- Esboçam-se as primeiras industrias.
- É aberto o hospital isolamento.
- É inaugurada a segunda parte do Jardim público.

1899

Entra em funcionamento a loja Maçônica Cosmopolitana

1901

- As fábricas de cerveja e de licor e o curtume começam suas atividades.
- Instalada a sociedade “Cruz Preta”, com a finalidade de enterrar pessoas pobres.
- È inaugurado o cemitério “Sylvestre”.

1904

Entra em funcionamento a Agência de Telégrafo Nacional

1905

- Formada a Associação Comercial.
- Instalação de lâmpadas incandescentes no Jardim público.

1907

A sociedade “Feminil de Mútuos Socorros é construída”.

1910

Aberto o “Asilo de Mendigos”.

1911

Abertura do colégio “Nossa Senhora do Amparo” e da escola professor “João Belarmino”.

1912

Inauguração do mercado municipal.

1921

Lançamento da Pedra fundamental do novo edifício do colégio São Benedito, dirigidos pelos frades franciscanos.

1924

A praga do cafeeiro preocupa seriamente os agricultores. O governo envia o representante da secretária da agricultura para averiguação.

1925

- Bênção da nova imagem de Nossa Senhora do Rosário.
- Estado depois da capital.

1927

Inauguração da nova praça de esportes do Amparo Atlético clube.

1929

- Centenário de Amparo.
- Criação do Brasão do Amparo, desenhado por Afonso Taunay.
- Amparo recebe durante as comemorações, o codinome “Flor da Montanha”, no discurso feito pelo Dr. Arthur Pigueroby Whitaker.
- Concluso do “Grêmio Português Beneficente”.

1932

Amparo é palco da revolução constitucionalista de 1932.

1935

Criado o ginásio do Estado.

1939

Pracinhas do Amparo são convocadas para a segunda guerra mundial.

1945

Amparo passa a ser estância hidromineral devido às propriedades medicinais das águas de Bocaína.

1966

Inauguração da imagem, do Cristo Redentor.

1967

Suspensão do ramal Amparense da Mogiana.

1974

Inauguração da Pinacoteca “Dr. Constancio Cintra”.

1975

Instalação do museu histórico e pedagógico “Bernardino de Campos”, na antiga residência do Cel. Luis Leite.

1979

Criado o destacamento da polícia florestal e manancial.

1993

Falece o Monsenhor João Batista Lisboa, pároco de Amparo por quase 60 anos.

1998

Amparo passa a ser diocese e seu primeiro bispo é Dom Francisco José Zugliani.

Fonte: Wikipédia e Prefeitura Municipal de Amparo SP

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